sexta-feira, 30 de março de 2012

Autobiografia


Sempre fui um rapaz bem sossegado e bem paciente, na minha adolescência não cultivei nada de bom, apenas dormia e esperava que o mundo se resolvesse ao meu redor, sem grandes expectativas ou planos, não ligava muito para os estudos e não conseguia imaginar meu futuro, não fazia a mínima idéia de que tipo de pessoa gostaria de ser e o que poderia fazer para ganhar a vida, sequer passava pela minha cabeça a palavra “sucesso”. Para tentar dar o pontapé inicial, consegui convencer minha mãe a me matricular em um curso de informática mesmo sem muitas condições para isso.

Aos quinze anos, meus pais se divorciarem e surgir a necessidade de ajudar financeiramente em casa, como o dinheiro era pouco tranquei com muito pesar o curso de informática que tinha iniciado, e como estava ansioso para voltar ao curso, procurei a escola para conseguir uma bolsa ou quem sabe um emprego, foi então que o diretor da escola, cujo nome se tornaria marcante no resto de minha vida junto a outros que moldaram meu caráter e meu futuro, o Sr. Décio, que de pronto me ofereceu um emprego, o mais penoso que tive até hoje.

No meu primeiro emprego eu não tinha uma função especifica, então tudo o que tinha a ser feito era solicitado a mim, desde limpar a calçada até trocar uma telha quebrada, o mais importante é que dessa forma pude pagar meu primeiro curso e ajudar em casa e o problema é que como era muito acomodado, fazia o serviço sem muito empenho, minha presença quase que diária na sala do diretor se tornou obrigatória, sempre tinha algo a escutar e uns cascudos a receber. Me lembro muito bem o quanto odiava trabalhar e imaginava se conseguisse sair de lá conseguiria algo mais tranqüilo e sem tantas reclamações, graças as minhas necessidades não cometi esse erro e agüentei firme por dois longos  anos quando fui promovido a recepcionista, o que pra mim foi uma grande honra, nesse momento já tinha aprendido muito sobre mim, principalmente a dar valor no trabalho.

Durante esse período conheci uma pessoa muito importante, não poderia chamá-lo de “mentor” mais com certeza posso chamá-lo de “fonte de inspiração”, era o novo professor da escola, seu nome é Leandro Ribeiro, durante os intervalos e trocas de turmas ficava observando as animações e os trabalhos que fazia em uma foto, fiquei boquiaberto com aquele trabalho, então instalei os programas no computador da recepção, mesmo sem autorização, e pedi para que ele me ensinasse alguns truques. Um ano depois fui demitido, e para minha surpresa, meu então ex-patrão me indicou para uma oportunidade como Web-Designer, ele havia visto várias vezes os trabalhos que fazia no computador e mais uma vez confiou em mim, graças a tudo que tinha estudado consegui a vaga e pude aprender ainda mais, lá conheci meu segundo patrão ao qual chamarei de “mestre”, ele ensinou tudo que sei hoje sobre softwares e me mostrou parte do mundo de um designer, seu nome é Thiago Pullzato.

Lá fiquei por um ano até que o Sr. Décio me convidasse a lecionar, a principio fiquei espantado com o convite e comecei a lembrar de quem havia me inspirado, não pensei duas vezes ao aceitar porém, não abdiquei do trabalho que exercia, passei a trabalhar como Web-designer durante o dia e como professor a noite e nos fins de semana, continuei nesta mesma rotina por mais quatro anos.

Hoje posso dizer que amo o que faço, adoro estudar e principalmente, não me importo nem um pouco em trabalhar, hoje talvez eu seja o que um dia o Sr. Décio tenha visto em mim, pelo menos é o que imagino todos os dias ao acordar. Apesar desses três nomes terem me ensinado e inspirado de formas diferentes, pude aprender algo que retirei de todos eles, aprendi a trabalhar e a me comportar como um profissional enquanto o fazia, mais também aprendi a não misturar minha vida pessoal com meu trabalho, a pessoa que esta trabalhando pode herdar alguns pontos positivos da outra pessoa que gosta de se divertir e estar com amigos e família, mais cada um deve ter seu espaço e momento, é assim que procuro separar minha vida pessoa da profissional.

Enquanto na via profissional procuro cumprir com todas minhas obrigações e focado apenas nisso, na vida pessoal procuro ser o mais tranqüilo possível,  buscando momentos que me faça esquecer da correria do dia a dia, como assistir desenho ou jogar sinuca com os amigos, mais principalmente ficar na presença de pessoas que gosto e amo. Acredito que quanto mais relaxarmos e aproveitarmos nossos momentos livres, melhor será nosso desempenho na vida profissional. Para mim, a mistura dessas duas faces mostra tudo o que sou, horas com responsabilidades e metas que devem ser cumpridas, hora tentando esquecer de tudo e me buscar apenas a diversão e tranqüilidade.

ESBOÇOS:










terça-feira, 27 de março de 2012

Sistema Homem-máquina

O sistema homem-máquina é uma definição de sistema onde há uma interação do homem com um determinado equipamento que o ajudará complementar suas habilidades e desempenhar atividades onde apenas seus atributos físicos não seriam suficientes, como por exemplo, levantar um carro.

Podemos dividir esse sistema em duas partes, o sistema aberto e o sistema fechado. Os sistemas abertos necessitam de fatores externos que influenciaram o resultado final gerado pelo sistema, enquanto o sistema fechado possui mecanismos automáticos que através de um observador realizará as interferências necessárias.

Um sistema é composto por vários mecanismos chamados de subsistemas que ao receber as informações necessárias através da “input”  executa os procedimentos necessários para transformar tais informações no objeto desejado que sairá pela “output”. Podemos ter como exemplos de sistemas; uma fábrica, um automóvel ou um celular.

Quando falamos do sistema homem-máquina, na maioria das vezes estamos nos referindo a um sistema fechado, onde as informações são capitadas pelo operador, processada em seu intelecto que responderá com impulsos nervosos desempenhando uma reação que fará o operador controlar a máquina. Através da observação do operador poderão ser notadas algumas perturbações no processo, após essa informação ser captada, o cérebro reagirá analisando e julgando qual será a melhor alternativa para resolver tal questão e novamente impulsionará o corço do operador para que junto a máquina possa corrigir tal anomalia.

Podemos encontrar vários exemplos do sistema homem-máquina em nosso cotidiano, como por exemplo, um torneiro mecânico ou um trabalhador operando um trator no campo, mais usarei um exemplo fictício para demonstrar como o sistema homem-máquina atua, vamos falar do personagem Homem de Ferro.

Esse personagem consiste de um homem com notórias habilidades tecnológicas que desenvolve uma armadura capas de multiplicar os atributos físicos de quem a opera e até acrescentar outras habilidades inexistentes em um ser humano, como voar. Lembrando um robô, sua armadura é capas de interagir com seu usuário e lhe transmitindo informações em tempo real de possíveis interferências externas e também o estado atual da armadura.

Na ficção, tal sistema também interage com o personagem principal em partes de sua casa formando um sistema integrado que seria capaz de transmitir informações de outros ambientes e buscar respostas em servidores externos. Esse sistema também é responsável pela fabricação da armadura e vesti-la no personagem como mostra a imagem abaixo.

Quando a armadura esta vestida, as imagens externas são captadas através de sensores visuais e transmitidas ao operador por um display interno aumentando a visibilidade do usuário. O cociente do personagem assume então o posto de subsistema, uma vez que a armadura só irá se movimentar após uma decisão do usuário.
A célula em seu é seu segundo subsistema, trata-se de uma grande fonte de energia que alimenta toda a armadura e mantém o personagem vido graças a um ferimento bélico grave, ela também pode ser utilizada como arma, direcionando parte de sua energia para o peito e liberando-a.

Também podemos encontrar dois propulsores em suas mãos que servem para estabilizar o vôo, e mais dois propulsores mais potentes nos pés que impulsionam a armadura permitindo que alce vôo com a ajuda dos flaps localizados na parte posterior da armadura, eles também ajudam a estabilizar o vôo e a controlar a velocidade no pouso e decolagem.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Companheirismo

Todos nos precisamos de um ombro amigo às vezes, neste projeto gostaria de representar esse laço que não está presente só entre amigos, mais também em uma palavra de conforto de uma namorada ou de familiares. Muitas vezes, no ápice do desespero, não percebemos quem está a nossa volta, ficamos cegos com nossos problemas e acabamos nos desfazendo desses laços importantíssimos. É nessas horas que podemos enxergar ao nosso redor, pessoas que realmente valem a pena estar por perto, nelas podemos confiar e acreditar que sempre que estiver em apuros ou simplesmente precisar de uma companhia para momentos diversos ou um minuto de silêncio, e com toda certeza, um dia poderemos confortar e apoiar essas pessoas que estiveram ao nosso lado, retribuindo com o mesmo gesto que outrora nos levantou e nos colocou nos trilhos novamente.
Baseado nesse sentimento, desenvolvi um trabalho que represente esse gesto de apoio e compreensão entre dois seres próximos utilizando apenas formas retas. Se observarmos o projeto veremos duas peças distintas, diferentes em forma, tamanho e cor, cada uma com um significado diferente e quando são somadas podemos presenciar uma sena bem familiar.


A primeira formar foi montada com dobraduras e colagem para se tornar uma peça única e se destaca pelo seu tamanho desproporcional em relação à segunda peça, seu formato em “U” lembra um abraço protetor, graças ao seu tamanho ligeiramente maior, a torna mais forte e a cor azul, escolhida não por acaso para montar a peça, ajuda a dar um ar mais sereno que ajuda a enfatizar calma e serenidade, seu tamanho não remete a violência e nem a superioridade entre as peças e sim a força da amizade empregada no trabalho com pequenos gestos.
Para a segunda peça também foi utilizado dobraduras, porem a fixação da peça depende da primeira, através de um chanfro no centro da peça como se estivesse segurando a segunda peça que representa o desespero,  seu formato em “L” mostra algo esparramado pelo xão dando as costas para a primeira peça, a ignorando mais não por maldade, o orifício na parte superior da peça mostra o interior vazio e seu tamanho e principalmente espessura mostra sua fragilidade. A cor escolhida para essa peça também não foi em vão, com a cor vermelha representei o sentimento, um sentimento forte que somado com os demais itens que compõe a peça a torna instável lembrando um grande grito de desespero.
Quando vemos as duas peças juntas podemos presenciar algo sereno e forte tentando confortar de todas as formas possíveis uma peça pequena e mais frágil não só no formato, mais também no que representa, podemos ver a força da amizade contendo e protegendo o desespero de algo próximo a ela sem se preocupar com o que pode ver ou ouvir.